Mudanças

O que me preocupa não é o fato de tudo estar mudando, mas a maneira como as coisas mudam. É difícil, doloroso e angustiante. O pesar das responsabilidades, a inconstância de pensamentos, de ações que deveriam ser tomadas e perdem-se em meio ao nada.
Surgem-se os conselhos, os descasos, e as lágrimas, novamente… Ah, essas pequenas gotas de esperança, talvez. Gerou-se uma expectativa em meio as cinzas, um pianismo em meio ao total silêncio. Se a lua contasse suas histórias, e o amanhecer realmente reservasse os sorrisos. Mas algo sempre lhe puxa pra baixo. Os ritmos que não se completam.
Transforme as alegrias em uma intensa frustração. E você finalmente nota que chegou a uma vida desentendida. Nem adulta, nem infantil, nem jovem, nem velha. Uma vida que nem os mais sábios autores poderiam descrever, que os mais nobres músicos poderiam acompanhar. É uma dança de uma perna só, com um compasso quebrado, sem sentido, mas certamente com uma razão.

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O que me preocupa não é o fato de tudo estar mudando, mas a maneira como as coisas tem tomado seu rumo. Se nem ao certo escolhemos entre pão francês e pão d’água, que dirá as escolhas de nossas vidas?

Eu só estou com medo de crescer, e deixar de me expressar, de brincar, e de sorrir.
Estou com medo de chorar, de cair e de não ter ninguém para me levantar.

É só mais uma daquelas crises.

#Feliz dia do escritor – Para todos aqueles que sabem realmente escrever#

Um ser, simplesmente.

Era parte da desordenada história de memórias, lembranças. Até que por fim, algo modificou-se por completo. Tempos que se passaram, separações, saudades. E parece que no compasso da melodia final, tudo faria um certo sentido, por mais engraçada que sejam as escritas. Por mais imperfeitos que sejam meus passos.

ImagemEra Ele quem trazia a vida, reavivava a esperança, o existir. Não por ser de fato eu, um ser importante, mas por ser… um SER. Simples, e básico. Indigno de todo o carinho e cuidado. De todas as lágrimas recolhidas, de todos os risos guardados. E passou-se. Não é mais novidade que a vida por si só tomou seu rumo. Através dEle, e para Ele.
A vontade de compartilhar se desperta, ou melhor, recomeça.

Historiando os começos. Começando a história. 
Simplesmente. 

My dear paper.

Perdida nas entrelinhas do passado, me despeço de mais uma página. Acredito que minha história em todo o seu decorrer fora útil. Sobram momentos dos quais posso me orgulhar, entretanto, sempre há uma ou outra desventura que nos trás a tona o desconforto de viver.

Recebi uma missão. Não posso contudo, fingir ser o 007, até mesmo parte das Panteras. Não preciso sair mudando o mundo, as civilizações jamais ouviram uma lenda ao meu respeito, e a pequena história que escrevi, jamais faria diferença a qualquer ouvinte. Talvez, até mesmo as pessoas que fizeram parte de alguns capítulos, mal recordam-se do  que marcou-se para sempre.

Ficar presa as circunstâncias não é uma opção. É necessária a mudança do caráter, das decisões. O amadurecimento acontece desde que estejamos abertos para isso. A Minha vida, posso assim dizer, inicia-se agora. O preparo para um sonho, um algo a mais, que venho esperando desde que tinha 12 anos. Não é um objetivo remunerável, mas sim, um propósito de vida. Onde, posso ter a mais plena certeza de que os paradigmas que constantemente quebrei, obtiveram seu êxito individual.

Eu cresci, eu mudei, eu transformei planos em metas, e por consequência pretendo visualizar suas realizações. Posso ter passado impressões que não me retratam fielmente. Posso ter magoado alguns, e sofrido por outros. Eu esperei por uma segunda chance. Por uma salvação. Cheguei a pensar que encontraria de fato, um conforto fora do ninho. Mas possuo somente a certeza de que pertenço a um incrível e super criativo Deus. Que cuida de cada detalhe, que me faz rir das incertezas, que me alivia  do nervosismo em meio a essa página em branco que enfrentarei.

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Eu sou apenas a caneta e Ele é meu escritor. Dependo dEle para ter uma razão. E temos juntos um livro “gordinho” que precisa sair do primeiro capítulo.

É um recomeço, um momento onde sinto o cheiro de aventura e impossibilidades se realizando em minha vida.

Chega dos medos exagerados, do passado perturbador que começa a cheirar mofo. Chega dos rascunhos jamais finalizados… Eis aqui, uma pessoa disposta a mudar, a fim de realizar os sonhos que um dia foram motivos de ansiedade.

Uma página em branco. Com uma assinatura visivelmente confortável.

. The heart of prayer .

Eu sei que não deveria. Ou até que ponto, poderia separar esse sentimento da razão. As coisas que acontecem tornam-se cada vez mais amedrontadoras, a luta pelo amadurecimento se esvai a medida em que o coração bate. Tum, tum.

Eram momentos que recordavam o passado, lágrimas que no presente formavam poças. E a cada passo ouvíamos os sinos…

Eu não deveria, mesmo. Não deveria ter dado a chance de reacreditar que tudo se transformaria.  Éramos nós. Sentados na varanda, ouvindo a chuva cair. Conversando sobre o acaso, e os relacionamentos… Seus braços me envolviam, dando-me a sensação de que tudo se acertaria. No fundo, aquela esperança continuava ardente, trazendo consigo todas as certezas que outrora possui.

Fico aqui, pensando, que estamos sozinhos. Que não há mais ninguém que realmente importe com o futuro, da mesma maneira que nós.

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Eu sei. Não deveria nem sequer me sentir sozinha em meio a multidão. “Isso é ver o copo meio vazio” – assim diziam. Mas, em meio a tudo o que passamos, mais do que ninguém, eu pude sentir-se próxima de Ti.

Ah, Deus. Quisera eu ser uma pessoa melhor. Quisera eu sentir-me digna de teu amor e carinho. Mas eu não sou assim, portanto, sei que não deveria dar-me ao vazio da alma. E isso dói. Eu sinto que entristeço o Seu coração, mas, eu não tenho forças. Não suporto o vazio, a solidão. Eu só queria, saber que minha hora está chegando.

Deus, por favor, permita que eu tenha a chance de mudar.

Permita que meu coração entenda que é preciso amar.

Só retire de mim essa dor. Esse peso, essa indignação e tristeza. E Leva-me de volta, aos campos narnianos, onde corríamos felizes.

Eu sei que posso, e que devo, CONFIAR.

. yellow melody.

Eu sei, que quando você estiver pronto aparecerá em minha janela. Com um sorriso, um olhar envergonhado, e uma canção. Não necessariamente feita de acordes e poesias. Mas uma daquelas que transborda o amor, sem ao menos importar-se com a pressa que algum dia existiu. Tudo passará em uma fração de segundos, assim como a paralisação do tempo celebrará nosso amor. Nossos olhares se cruzarão, e parecerá que nada mais é válido ou sequer útil em nossas vidas. O que importa é que aquela última peça do quebra cabeça, achou-se em meio ao caos.

A solidão se esvairá. Os sorrisos serão perpetuados conforme os ritmos. Os abraços envolverão as famílias das quais viemos. O sim, será mais importante do que todos os nãos que demos na vida antiga. Uma página virará, a tinta nanquim caíra sobre os folículos do papel em sua mais densa forma de escrita. As histórias serão uma só, e o completar-se dará por eternos desabafos de paixão. O antes será facilmente esquecido, e o agora importará mais do que qualquer outro momento, pois a intensidade dos sons trará a clara sensação de que é sempre amanhecer. Eu sei que dançaremos sob a luz do luar, que criaremos as mesmas metades…

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O café da manhã guardará memórias. Os soluços, as tristezas, as dores, de sonhos não realizados. Mas ali teremos a oportunidade de abrirmos nossos corações, e lutarmos por novidades.

Eu sei que você estará pronto… e que um Deus muito maior do que qualquer pensamento te mostrará o lugar onde estarei. E por isso eu sei, que quando você estiver pronto, aparecerá em minha vida. Carregando livros, tocando uma música em uma igreja qualquer. Caminhando a passos largos, me segurando de uma queda, dando-me um conselho, ou sentado em uma cafeteria de rua em um dia frio.

Eu sei, que você está aí em algum lugar. E que aparecerá em minha janela com uma nova canção para sorrir.

A música do amor, que um dia, tanto sonhei.

 

“Look at the stars, look how they shine for you...”  Yellow – Coldplay

Vamos nos afundar no carpete.

Enquanto o resto do mundo desaparece. Vamos deitar sem pressa de levantar, olhando as falhas no forro, contando as teias de aranha que caem sobre os móveis.

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E por vezes, adormecer. Sentindo que o chão encontrava-se duro demais para permanecer na posição de exploradores. Entretanto, o simples fato de não ter nada o que fazer continuava ali. Contava-se mundos, sonhos, planos para o futuro.

Foi assim que nos conhecemos.

Não literalmente deitados em um chão coberto de lembranças, mas sim, sustentados por sonhos em comum. As novidades que cada tédio nos trazia, entre as risadas por meio de mensagens instantâneas. Loucuras nem um pouco convencionais, a paixão por música, por um país distante, por livros, seriados… por um futuro que no final das contas, poderia ser considerado constante.

As incontáveis lágrimas, e desesperos em meio ao crescimento, o consolo de ambos os lados da tela. Muitos quilômetros de distância, as gotas de orvalho na janela. Recomeços e rompimentos de amizades. Brigas sem motivos, ciúmes nos depoimentos de orkut. Tudo, só pra dizermos com a maior sinceridade, que realmente éramos amigos.

Não importa quanto tempo se passou, ou o que jamais voltará a ser. Nas conversas atuais, entre um olá, tudo bem? e um estou com saudades, sabemos que no fundo nossa amizade permanece ali. Presente.

E não há, maior palavra no mundo, para descrever o que representamos. Um presente, um ao outro.

Falo no masculino, por um sobrenome descrever toda a nossa história.

A irmãdade, o amor incondicional, as palavras de blogs que por um acaso tornaram-se nossas vidas. As paixões, que novamente se repetem, mesmo nós, estando tão diferentes, tão mudadas, tão amadurecidas. Mas sabemos, que lá, guardado dentre em nós, cantaremos sempre This is home ao abraçarmos nosso Aslam. Nos derreteremos com certas vozes, gritaremos com os produtores de seasons finale.

Portanto, vamos nos afundar no carpete. Buscando entre o conhecido e desconhecido, um algo a mais por qual lutar. Permanecer. Em um espaço em branco, em uma tela sem pintura. Só aguardando, até que as linhas de nossa existência sejam traçadas de uma só vez.

Esse texto é pra você. A companheira das vergonhosas e mais saudáveis aventuras de todos os tempos.

Você tem algumas escolhas.

tumblr_map3z0kKGP1rnu0hzo1_500_largeCom o passar dos anos, aprendi que muito do que as pessoas ao meu redor viviam, estava completamente conectado ao meu modo de viver também.

Hoje, portanto, inicia-se uma série de posts, que não estou escrevendo somente por palavras vazias, mas sim, para trazer a memória, histórias que porventura se perderam nesse meio tempo.

Para cada post, uma série de pessoas, que nomearei somente, após todas elas se identificarem em cada pequenina sílaba aqui presente.

Você tem algumas escolhas. Entre melhores amigos, amigos virtuais, candidatos ao emprego, grandes conselheiros, mestres de surpresas, amigos com ótimos gostos musicais, amigos que simplesmente suportamos, e amigos amigos, daquela raça que ninguém mais entende, só não consegue viver sem.

Divirtam-se!

Coisas que se repetem…

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São cerca de 365 dias do ano em que você sorri, chora, se emociona, fica com raiva, dorme. Todos os dias passamos pelo mesmo ciclo de desventuras e amores que nos remetem a perguntas, perguntas e mais perguntas.
E mais um ano chega ao fim. Nos arrependemos de coisas que falamos, que fizemos, que esquecemos. E nos recordamos com uma suave doçura das profundas conquistas e apegos que no decorrer da vida demos valor.
Músicas que marcaram, fotos onde a nostalgia domina. Uma lua e um sol, que de vez em quando você se pegou admirando.
E a profunda vontade de voltar atrás.
As coisas que se repetem tomam certa parte de nós. Deixam fragmentos na história de nossa vida, que muitas vezes queríamos que não estivessem lá. Não sei se pra muitos foi assim, mas 2012 foi um ano de espera. Espera nos sonhos, nos desesperos, nas amizades, nos acontecimentos. Para muitos, seria um ano de tédio. Mas para mim, foi um ano com intensas descobertas. Descobri muito mais em mim do que eu poderia imaginar. Se todas as coisas que aparecessem fossem resultado de uma boa pessoa, talvez eu não contasse com tanto a perder.
Mesmo assim, tudo isso, se repetiu várias e várias vezes, durante os 12 meses do ano, lembrando-me que sou um ser humano, e que sofro as mesmas desilusões, e que acredito nas mesmas esperanças que muitos.
O amadurecimento que obtive, me aproximando ainda mais do propósito que tenho, trouxe consequências. Mas, no reler da história, algumas coisas permanecem, e tendem a se repetir.
A miséria do sofrimento abre espaço a uma série de esperanças para o próximo ano. Sou grata por tudo o que tenho, e por tudo o que deixei de ter. Entretanto, os conflitos geram muros, que pedra sob pedra nos tiram a chance de saber qual seriam as reais possibilidades da vida.
Máscaras que no findar de toda a história, serão apenas peso de papel.

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“Não só de palavras, mas de ações. Vejamos sempre por todas as formas possíveis da realidade, como nos comportamos até chegarmos a esse ponto. Eram sussurros notáveis, certamente, porém, sem a denotação da variável necessária. A variável felicidade. Pois, aquelas notas sem sentido, dispostas sem clave ou partitura, se conectavam unicamente por este momento. O adeus”.- Deborah Knapik  - 

Quando todo o resto desaparece…

Me questiono sobre tudo. Sobre o tempo, o espaço, as formas, os porquês. Me questiono não somente para saber da verdade, mas para formar uma opinião sobre os mais diversos assuntos. E recentemente, venho aprendendo com esses momentos de insegurança, ou talvez, de curiosidade. E o que é mais impressionante: Desapareço em minha complexidade de ser, e dou espaço a um lugar em branco.

Mesmo sem merecer, eu nasci. Mesmo sem querer, eu caí.  Mesmo quando aprendemos a andar, os roxos em nossos joelhos nos dão um incentivo a prosseguir. Um vazio, um branco, um nada. E posso lhe afirmar com todas as letras que é quando esvaziamos nossas vidas, é que finalmente aprendemos do que é feita nossa personalidade.

Me afastei dos que se diziam “amigos”. Pra eles eu posso até ser uma amiga em potencial, por que sinceramente, eu me importava com eles, com seus problemas, com suas alegrias. Mas pra mim, eles não conseguem significar nada mais do que nomes, pelos quais eu zelo, eu desejo o bem. Mas que não fazem diferença em pequenos momentos do meu aprendizado. Pois eles vivem as próprias vidas, correm desesperadamente procurando por algo que os satisfaça. E consequentemente, não preenchem esse vazio, sendo seres insatisfeitos, mesmo em meio aos plenos prazeres da vida.

Quando eu cheguei a esse meu vazio, que mesmo em meio a todas as razões de perfeição, insistia em permanecer ali, desapareci. Em meio ao caos de minha existência dei lugar a tristeza, e ainda sem entender, relutei em continuar respirando.

E agora, sozinha, guiada por pequeninas frases de amor, procuro reaver os fatos.

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Mentalmente, as luzes se acendem. Talvez por algum sentido oculto, elas representem uma razão palpável no futuro. O sentido da vida, e cada fôlego que prossegue em seu devido lugar. As idas e vindas de amigos. O preocupar-se aparente e infantil de quem nada sabe sobre o amar. A melancolia que isso gera, a falta de um toque de piano ao fundo, e uma dança bailada por um só. Dois aqui, uma acolá.

A ciranda do nascente. As surpresas do natal. E tudo continua um vazio existencial, sem jamais desmerecer os que despertam. A vontade de prosseguir.

É nessa equação de duas incógnitas que continuo. Um X representando o valor final, um futuro do qual não sei o que esperar. E um Y, sentindo lá no fundo a preocupação de Deus em fazê-lo amadurecer em cada detalhe, até mesmo os mais doloridos recomeços.

Posso dizer que há uma razão. Mas a patética reviravolta que nos faz querer desistir carrega consigo tijolos, que aos poucos moldam muros, onde de vez em quando, se faz necessário um arrombamento, a fim de compreender o que se passa dentro desse tão sofrido coração.

É isso o que chamam de crescimento. E a síndrome Peter Pan, ah, essa sim, nos abraça fielmente, não nos deixando ir. Enganando-nos com seus truquezinhos de felicidade, dos quais grande parte de meus conhecidos tomaram corpo. Mas há uma explicação.

O restante renasce. Quando todo o resto desparece.