Exterminate.

Ser parte de algo, ou algo fazer parte do ser. Não saber a qual acaso pertencer, mesmo se tudo não for parte do acaso, e sim uma realidade distinta.

Clara Oswin, Doctor Who

Escondida por dentre as linhas, aprender a conhecer, escutar as cores, visualizar os sabores, vivenciar as desventuras.

Crescer nos contratempos, dançar conforme os tamborins. Entender que não ser, faz parte do viver. Exterminar os medos, nossos maiores vilões, nossas maiores dores, e dissipar cada gotícula de dúvida que ainda nos resta.

Ver que o que outrora parecia se contentar com o vazio, aprendeu a preencher o azul.

Tomar notas, fazer alguns suflês, e deparar-se com um leite inesgotável. Enxergar por fim, que o que era, ou parecia ser, não existia.

Sou parte de uma vilania sem fim, de um ódio causado pelo meu próprio eu, lutando com todas as forças pra realmente deixar de pertencer ao nó, e saborear a profunda complexidade dele.

Quando o nosso herói corre ao nosso encontro, nos mostra que não estamos sós, e que mesmo nas ondulações da vida, nos conta as mais incríveis aventuras que podem ser escritas com o coração.

Dear love,

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A passos largos, me apresso ao seu encontro. Sei que talvez, o nosso relógio não esteja sincronizado, causando o atraso de uma das partes. Sei também que a vida em preto e branco, me faz sentir cada dia mais e mais desejosa por cores verdadeiras, e sei também que os fins por si, tem o intuito de apresentar novos começos.

Talvez, a vida tenha me presenteado com as mais diversas e incríveis experiências que alguém poderia sonhar em ter. E falho ao não me contentar com essas maravilhosas oportunidades. Esses sonhos não contentam-se em ser apenas frutos de uma imaginação sofrida que pertence ao surrealismo barato. E sim, aos planos que uma vida inteira levaria pra compreender. Gostaria de ter mais chances de falar contigo. Tempos diversos, e alegrias incontáveis. Entretanto, ao entender que não é o tempo (novamente), vejo-me perdida naquele nosso silêncio.
Aquela Terra, onde só nós conhecemos os bosques além-mar.

Obrigada por abrir meus olhos, e mostrar-me o quão pequena sou. Ajude-me a caminhar, ou dê-me condições para segurar em seus braços, quando estiver caindo.

É assim que pretendo viver os próximos borrões. Tentando contemplar a arte que está por vir.

Querido amor,

Quero que meu coração pare de saltitar em meio as desventuras, e mostre a real razão de existir. Traga à tona nossas danças, nossas cores, nossos sabores, nossas noites alaranjadas.

Onde o exército de mentiras deixa de existir, e torna-se uma única e perfeita verdade.

Eu, você, nossa história.

Ps. Posso ter o privilégio, de ao fim de tudo, parar pra ler os ventos?

Carta Aberta ao meu passado.

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Queridos, Não é de hoje que peço perdão.

Foram tantos momentos em que agi de forma precipitada, e causei com isto grande dano a todos vocês. Prova disso é nossa amizade, que desconstruiu-se lentamente dando vazão à distância. As saudades das conversas infindáveis, tolas, infantis. E As reviravoltas de um dia após o outro no colégio, me fizeram ver que realmente desperdicei boas oportunidades de amadurecimento conjunto e talvez, sólidos relacionamentos que poderiam durar uma vida toda.

As promessas de finais felizes, e tudo o que vivi com cada um de vocês não poderia ter sido descartado de uma forma tão ríspida e incalculável.

Me arrependo por não ter sido uma boa amiga pra vocês. Por não estar ao lado de cada um nas melhores vitórias e também nos momentos tristes. Me perdoem por não ter sido um bom exemplo nem uma pessoa confiável, ou sincera a respeito de tudo.
Gostaria de ter a oportunidade de apagar da memória todo o fardo que derramei a vocês, e começar novamente dizendo o quanto sinto a falta de cada um especificamente.

Eu sei. Temos que deixar o passado pra trás. E sei também que todas as coisas se fizeram novas, em meu contexto atual de vida. Queria explorar um mundo colorido, de sons e letrinhas que não perdem no papel. Mas ao lado de vocês.

Perdoem minha grosseria, minha autocomiseração (mania de ver tudo com o copo meio vazio), e minha falta de lealdade.

Eis que apresento uma pessoa que é um nada, esperando pra descobrir tudo o que ela poderá ser.

Assim, se for do desejo de cada um, estou aberta a uma reescrita dos fatos. Se não, motivos para se preocupar não existem mais. Tudo o que era necessário já fora feito.

Em amor,

Deborah Knapik.

Just, Remember.

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Em meio as ruínas de uma moldura apodrecida. Aquela imagem meio opaca de tudo o que algum dia se foi. Ou pensou em ser. O recomeço e desdobrar das estações, mais uma vez preenchida pelo silêncio e pelo respirar da paciência. O esquecer da vida em pé, e o desespero em meio a neblina.

Tudo em um só segundo.

Quando as lágrimas voltam a regar as suas noites, e as melodias tornam as notas mais graves. O início e o fim atuando em um só contexto. As páginas viradas, o jogo entre o certo e o moral, a distância entre as notas sussurradas, e os ecos de uma dança de sabores sem fim.

Era quando o era se tornou ser. O saber se tornou o conhecer. E o acaso, fato. Doloridas cicatrizes de tudo o que se restou, e a reconstrução de um palácio do que virá a ser.

Existir, resistir, permanecer. O doce respirar de todo o dia.

O ritmo de uma nova chance.

Mudanças

O que me preocupa não é o fato de tudo estar mudando, mas a maneira como as coisas mudam. É difícil, doloroso e angustiante. O pesar das responsabilidades, a inconstância de pensamentos, de ações que deveriam ser tomadas e perdem-se em meio ao nada.
Surgem-se os conselhos, os descasos, e as lágrimas, novamente… Ah, essas pequenas gotas de esperança, talvez. Gerou-se uma expectativa em meio as cinzas, um pianismo em meio ao total silêncio. Se a lua contasse suas histórias, e o amanhecer realmente reservasse os sorrisos. Mas algo sempre lhe puxa pra baixo. Os ritmos que não se completam.
Transforme as alegrias em uma intensa frustração. E você finalmente nota que chegou a uma vida desentendida. Nem adulta, nem infantil, nem jovem, nem velha. Uma vida que nem os mais sábios autores poderiam descrever, que os mais nobres músicos poderiam acompanhar. É uma dança de uma perna só, com um compasso quebrado, sem sentido, mas certamente com uma razão.

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O que me preocupa não é o fato de tudo estar mudando, mas a maneira como as coisas tem tomado seu rumo. Se nem ao certo escolhemos entre pão francês e pão d’água, que dirá as escolhas de nossas vidas?

Eu só estou com medo de crescer, e deixar de me expressar, de brincar, e de sorrir.
Estou com medo de chorar, de cair e de não ter ninguém para me levantar.

É só mais uma daquelas crises.

#Feliz dia do escritor – Para todos aqueles que sabem realmente escrever#

Um ser, simplesmente.

Era parte da desordenada história de memórias, lembranças. Até que por fim, algo modificou-se por completo. Tempos que se passaram, separações, saudades. E parece que no compasso da melodia final, tudo faria um certo sentido, por mais engraçada que sejam as escritas. Por mais imperfeitos que sejam meus passos.

ImagemEra Ele quem trazia a vida, reavivava a esperança, o existir. Não por ser de fato eu, um ser importante, mas por ser… um SER. Simples, e básico. Indigno de todo o carinho e cuidado. De todas as lágrimas recolhidas, de todos os risos guardados. E passou-se. Não é mais novidade que a vida por si só tomou seu rumo. Através dEle, e para Ele.
A vontade de compartilhar se desperta, ou melhor, recomeça.

Historiando os começos. Começando a história. 
Simplesmente. 

My dear paper.

Perdida nas entrelinhas do passado, me despeço de mais uma página. Acredito que minha história em todo o seu decorrer fora útil. Sobram momentos dos quais posso me orgulhar, entretanto, sempre há uma ou outra desventura que nos trás a tona o desconforto de viver.

Recebi uma missão. Não posso contudo, fingir ser o 007, até mesmo parte das Panteras. Não preciso sair mudando o mundo, as civilizações jamais ouviram uma lenda ao meu respeito, e a pequena história que escrevi, jamais faria diferença a qualquer ouvinte. Talvez, até mesmo as pessoas que fizeram parte de alguns capítulos, mal recordam-se do  que marcou-se para sempre.

Ficar presa as circunstâncias não é uma opção. É necessária a mudança do caráter, das decisões. O amadurecimento acontece desde que estejamos abertos para isso. A Minha vida, posso assim dizer, inicia-se agora. O preparo para um sonho, um algo a mais, que venho esperando desde que tinha 12 anos. Não é um objetivo remunerável, mas sim, um propósito de vida. Onde, posso ter a mais plena certeza de que os paradigmas que constantemente quebrei, obtiveram seu êxito individual.

Eu cresci, eu mudei, eu transformei planos em metas, e por consequência pretendo visualizar suas realizações. Posso ter passado impressões que não me retratam fielmente. Posso ter magoado alguns, e sofrido por outros. Eu esperei por uma segunda chance. Por uma salvação. Cheguei a pensar que encontraria de fato, um conforto fora do ninho. Mas possuo somente a certeza de que pertenço a um incrível e super criativo Deus. Que cuida de cada detalhe, que me faz rir das incertezas, que me alivia  do nervosismo em meio a essa página em branco que enfrentarei.

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Eu sou apenas a caneta e Ele é meu escritor. Dependo dEle para ter uma razão. E temos juntos um livro “gordinho” que precisa sair do primeiro capítulo.

É um recomeço, um momento onde sinto o cheiro de aventura e impossibilidades se realizando em minha vida.

Chega dos medos exagerados, do passado perturbador que começa a cheirar mofo. Chega dos rascunhos jamais finalizados… Eis aqui, uma pessoa disposta a mudar, a fim de realizar os sonhos que um dia foram motivos de ansiedade.

Uma página em branco. Com uma assinatura visivelmente confortável.

. The heart of prayer .

Eu sei que não deveria. Ou até que ponto, poderia separar esse sentimento da razão. As coisas que acontecem tornam-se cada vez mais amedrontadoras, a luta pelo amadurecimento se esvai a medida em que o coração bate. Tum, tum.

Eram momentos que recordavam o passado, lágrimas que no presente formavam poças. E a cada passo ouvíamos os sinos…

Eu não deveria, mesmo. Não deveria ter dado a chance de reacreditar que tudo se transformaria.  Éramos nós. Sentados na varanda, ouvindo a chuva cair. Conversando sobre o acaso, e os relacionamentos… Seus braços me envolviam, dando-me a sensação de que tudo se acertaria. No fundo, aquela esperança continuava ardente, trazendo consigo todas as certezas que outrora possui.

Fico aqui, pensando, que estamos sozinhos. Que não há mais ninguém que realmente importe com o futuro, da mesma maneira que nós.

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Eu sei. Não deveria nem sequer me sentir sozinha em meio a multidão. “Isso é ver o copo meio vazio” – assim diziam. Mas, em meio a tudo o que passamos, mais do que ninguém, eu pude sentir-se próxima de Ti.

Ah, Deus. Quisera eu ser uma pessoa melhor. Quisera eu sentir-me digna de teu amor e carinho. Mas eu não sou assim, portanto, sei que não deveria dar-me ao vazio da alma. E isso dói. Eu sinto que entristeço o Seu coração, mas, eu não tenho forças. Não suporto o vazio, a solidão. Eu só queria, saber que minha hora está chegando.

Deus, por favor, permita que eu tenha a chance de mudar.

Permita que meu coração entenda que é preciso amar.

Só retire de mim essa dor. Esse peso, essa indignação e tristeza. E Leva-me de volta, aos campos narnianos, onde corríamos felizes.

Eu sei que posso, e que devo, CONFIAR.

. yellow melody.

Eu sei, que quando você estiver pronto aparecerá em minha janela. Com um sorriso, um olhar envergonhado, e uma canção. Não necessariamente feita de acordes e poesias. Mas uma daquelas que transborda o amor, sem ao menos importar-se com a pressa que algum dia existiu. Tudo passará em uma fração de segundos, assim como a paralisação do tempo celebrará nosso amor. Nossos olhares se cruzarão, e parecerá que nada mais é válido ou sequer útil em nossas vidas. O que importa é que aquela última peça do quebra cabeça, achou-se em meio ao caos.

A solidão se esvairá. Os sorrisos serão perpetuados conforme os ritmos. Os abraços envolverão as famílias das quais viemos. O sim, será mais importante do que todos os nãos que demos na vida antiga. Uma página virará, a tinta nanquim caíra sobre os folículos do papel em sua mais densa forma de escrita. As histórias serão uma só, e o completar-se dará por eternos desabafos de paixão. O antes será facilmente esquecido, e o agora importará mais do que qualquer outro momento, pois a intensidade dos sons trará a clara sensação de que é sempre amanhecer. Eu sei que dançaremos sob a luz do luar, que criaremos as mesmas metades…

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O café da manhã guardará memórias. Os soluços, as tristezas, as dores, de sonhos não realizados. Mas ali teremos a oportunidade de abrirmos nossos corações, e lutarmos por novidades.

Eu sei que você estará pronto… e que um Deus muito maior do que qualquer pensamento te mostrará o lugar onde estarei. E por isso eu sei, que quando você estiver pronto, aparecerá em minha vida. Carregando livros, tocando uma música em uma igreja qualquer. Caminhando a passos largos, me segurando de uma queda, dando-me um conselho, ou sentado em uma cafeteria de rua em um dia frio.

Eu sei, que você está aí em algum lugar. E que aparecerá em minha janela com uma nova canção para sorrir.

A música do amor, que um dia, tanto sonhei.

 

“Look at the stars, look how they shine for you...”  Yellow – Coldplay

Vamos nos afundar no carpete.

Enquanto o resto do mundo desaparece. Vamos deitar sem pressa de levantar, olhando as falhas no forro, contando as teias de aranha que caem sobre os móveis.

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E por vezes, adormecer. Sentindo que o chão encontrava-se duro demais para permanecer na posição de exploradores. Entretanto, o simples fato de não ter nada o que fazer continuava ali. Contava-se mundos, sonhos, planos para o futuro.

Foi assim que nos conhecemos.

Não literalmente deitados em um chão coberto de lembranças, mas sim, sustentados por sonhos em comum. As novidades que cada tédio nos trazia, entre as risadas por meio de mensagens instantâneas. Loucuras nem um pouco convencionais, a paixão por música, por um país distante, por livros, seriados… por um futuro que no final das contas, poderia ser considerado constante.

As incontáveis lágrimas, e desesperos em meio ao crescimento, o consolo de ambos os lados da tela. Muitos quilômetros de distância, as gotas de orvalho na janela. Recomeços e rompimentos de amizades. Brigas sem motivos, ciúmes nos depoimentos de orkut. Tudo, só pra dizermos com a maior sinceridade, que realmente éramos amigos.

Não importa quanto tempo se passou, ou o que jamais voltará a ser. Nas conversas atuais, entre um olá, tudo bem? e um estou com saudades, sabemos que no fundo nossa amizade permanece ali. Presente.

E não há, maior palavra no mundo, para descrever o que representamos. Um presente, um ao outro.

Falo no masculino, por um sobrenome descrever toda a nossa história.

A irmãdade, o amor incondicional, as palavras de blogs que por um acaso tornaram-se nossas vidas. As paixões, que novamente se repetem, mesmo nós, estando tão diferentes, tão mudadas, tão amadurecidas. Mas sabemos, que lá, guardado dentre em nós, cantaremos sempre This is home ao abraçarmos nosso Aslam. Nos derreteremos com certas vozes, gritaremos com os produtores de seasons finale.

Portanto, vamos nos afundar no carpete. Buscando entre o conhecido e desconhecido, um algo a mais por qual lutar. Permanecer. Em um espaço em branco, em uma tela sem pintura. Só aguardando, até que as linhas de nossa existência sejam traçadas de uma só vez.

Esse texto é pra você. A companheira das vergonhosas e mais saudáveis aventuras de todos os tempos.