[TAG] Liebster Award.

Fui indicada em uma tag, (isso, o drummerlife é feliz, e tem saído da zona de marasmo) e consiste em responder 11 fatos à meu respeito, responder 11 perguntas do blog que me indicou, e criar 11 perguntas para outros 11 blogs (que no meu caso serão 8, por que eu sou eu, haha)! É uma corrente divertida, e animadora para escritores iniciantes como eu. Espero então ser o início de uma nova perspectiva autoral, e por fim, desenvolver esse hábito de patrocinar o lado bom dos blogueiros.

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Desde já agradeço a Re(arte)culando por me escolher, e já deixo a  dica para os leitores (imaginários e reais) dessas linhas tortas e engraçadas.

11 Fatos ao meu respeito:

1. Gosto do pôr do sol, mas a Lua cheia deixa minhas pernas bambas.

2. Estou escrevendo um livro. É o terceiro que tento escrever em 10 anos. Os demais perdi em Backups. Mas espero terminá-lo em um futuro próximo.

3. Quero ser dona de casa. Acho que o trabalho fora é legal, mas cuidar da vida doméstica é tão lindo ao meu ver.

4. Sou fã de Sherlock Holmes, Robert Downey Jr, Doctor Who, Gladir Cabral e Coldplay. Meus amigos ainda não aprenderam a conviver com isso, mas disfarçam bem.

5. Quero fazer um curso de fotografia profissional.

6. Ainda pretendo tocar um instrumento musical, com maestria. O violino e a Bateria são coisas que pretendo retomar, mas o sonho do piano ainda é bem vívido.

7. Amo músicas Acappela.

8. Quero aprender a cozinhar pratos mais elaborados.

9. Ainda sonho em cursar História na faculdade.

10. Gosto de sumir, deitar em um lugar desconhecido e ficar olhando a natureza sem ninguém por perto, enquanto oro. Faço isso por mais vezes do que todos imaginam. Apesar de sempre notarem meu sumiço. Ou não. rs.

Perguntas da Ane Karoline:

O que te fez Criar um blog?

R: Uma vontade absurda de pôr no papel o que minhas palavras não conseguiriam. Quando me vi diante de  um quadro onde minhas letras eram mais empolgantes do que minhas conversas resolvi espaçá-las no ritmo das teclas de um computador.

Qual o tema de seu blog?

R: O tema era a vida confusa de uma adolescente que tentava aprender a tocar bateria, enquanto equilibrava os pratos da vida de responsabilidades e amadurecimento. No fim, as frases falaram mais por si mesmas do que o objetivo inicial, e caso eu tenha que descrever meu tema principal eu realmente não consigo achar as palavras.

Você tem o hábito de ler? Fale mais sobre isso.

R: Sou compulsiva por livros. Em suma, ficção fantástica, romances à lá Jane Austen e literatura histórica. Não consigo ver um livro bom, na promoção em uma livraria, que eu o desejo. Crio vínculos com ele, e leio capa e contracapa até saber do que se trata. Não tenho a sonhada biblioteca que desejaria, mas contento-me com a visita a grandes bibliotecas. Tudo me enche de alegrias: Uma capa com relevos, o cheiro de livro novo, velho, ou livros extremamente volumosos me deixam fora da razão. Culpa das estantes de meu pai, e das pilhas de gibis e livros que ganhei sem ao menos saber ler.

O que você mais gosta de fazer?

R: Ler. Ler, e ouvir músicas. Músicas instrumentais, com piano, ou com orquestras legais. Ler ouvindo músicas e cantarolando as melodias soltas. Hahaha, acho que é isso.

O que você mais faz em seu tempo online?

R: Escrevo rascunhos que nunca posto, salvo fotos do pinterest, e pesquiso notícias estranhas para ter fatos interessantes e aleatórios para comentar com meus amigos.

O que é mais importante na vida, em sua opinião?

R: Meu relacionamento com Deus.

Indique alguma obra artística que você goste muito: Uma música, uma banda, um filme, livro, espetáculo etc…

R: Alguma (s) serão indicadas, com certeza. Com relação à musica: Minha banda favorita é Coldplay, mas se eu precisasse indicar uma música boa pra qualquer ser vivente de qualquer década eu diria “Singing in the rain” (gosto da versão do Eugene Kelly, porém, essa tem sido meu xodózinho) – Matthew Morrinson . Filme: Poucos fizeram grande movimento em minhas entranhas ao ponto de eu desejar mais do que tudo viver a história que fora retratada, mas acho que o grande destaque, tal como o livro é A menina que roubava livros – Markus Suzak. Gostei muito da adaptação cinematográfica, e chorei feito um bebê no livro. Em termos de cultura muitos diriam que tenho um gosto esquisito por conta dessa indicação, mas eu facilmente poderia citar o meu grande amor por Cantando na chuva (acho que deu pra perceber isso, rs). Eu não hesitaria duas vezes se pudesse comprar qualquer obra do Vincent Van Gogh! (especialmente após o lindo episódio que Doctor Who fez “Vincent and the Doctor 05×10“). Enfim, acho que minhas considerações culturais se tornaram um pouco demoradas.

O que mais te irrita?

R: Falsidade. Prefiro pessoas sinceras (mesmo que a sinceridade doa) do que “duas caras”.

O que é poesia para você?

Poesia é muito mais do que jogar palavras em versos e rimas. É sentir as linhas, com todos os sulcos que até mesmo uma tela de computador pode lhe proporcionar em prol de deixar que cada verdade ali lhe toque. É entender as histórias e desavenças, contradizer as avessas. Sonhar acordado, e suspirar lembranças. Poesia em si é um estilo de vida, que com toda a certeza seria uma das coisas do universo com a qual eu viveria muito bem, se a soubesse fazer.

Você fala outro idioma? Se sim, escreva uma pequena mensagem para mim nesse idioma.

- Bubuzinho aleatório. (Lingua do complicado mundo de Deborah Knapik, poucos a entendem! hahahaha).

I’m just kidding! Thanks Ane, your blog is a great piece of art. Your support means lot to me.”

Diga um lugar no mundo o qual você quer conhecer e a razão.

R: Alemanha. Poucos lugares carregam tantas histórias e lugares culturais para visitar, mas creio que em termos de beleza da natureza e de ruínas históricas me realizaria muito conhecendo a Alemanha. Fora que o pacote incluiria um pulinho aos meus antepassados poloneses!

É isso, indico aqui outros blogs queridos por mim, para o cumprimento da Tag e divulgação. Assim crescemos todos em conhecimento e em qualidade!

Uma promessa no Inverno – Oi Lis, isso mesmo, você! ♥

Pólen Por Pólen - Minha Xará querida ♥

Transparente.

Um cantinho só.

Diário de Uma crisálida.

Theosebeia.

Conselhos para meninas.

Implicações.

Perguntas para os próximos desafiados.

1. Qual é o maior propósito de seu blog?

2. Qual é a melhor postagem que você acredita já ter feito? (Não em termos de sucesso, mas em sua perspectiva).

3. Qual a história mais engraçada que você teve ao começar a escrever em um blog?

4. Se você pudesse viajar, qual seria seu tour? No que isso lhe ajudaria a escrever?

5. O que te inspira?

6. Se você tivesse a possibilidade de dar uma entrevista em rede nacional, o que você diria aos leitores de seu blog?

7.  Como só indiquei blogs cristão, citem motivos para uma vida em busca de transformação… Para não cristãos.

8. Cite sua música favorita e o motivo dela estar tão presente em sua vida.

9. Indique outros blogs relacionados ao seu.

10. Se você fosse desafiado a participar de um blog sobre a vida moderna, sobre que assunto você escreveria?

11. Qual é o presente de seus sonhos?

Espero que tenham curtido, e vamos lá, espalhar a boa escrita pela nuvem de conhecimento do google!

Beijos,

Deborah Knapik

Solturas, Suspiros e Lindezas.

Ele estava sentando em um ponto cego da cafeteria. Talvez não desejasse ser visto ali, após sua decepção com a vida em um todo. Presente naquela crise existencial da incapacidade até mesmo de pensar. O lugar, lotado em seus dois andares com um aroma suave de liberdade, corria contra o tempo. Uma das novas atendentes, ainda constrangida com o atendimento ao público pedia perdão aos clientes, mesmo dentre ao vazio da razão.

O rapaz havia acabado de apanhar seu pedido, quando a moça passara por ele. Com o uniforme novo, mas um tanto desajeitado, e duas marcas de uma recente estadia no hospital. Seu pescoço, e seu braço esquerdo com pontos bem cirúrgicos, quase imperceptíveis, se não fossem por seu bronzeado atrasado em relação a pele morena da menina.

Encantado com sua aparência, pôs-se a observá-la, tentando relembrar quando havia visto esse rosto conhecido. Se havia algo que o fazia orgulhar-se era sua memória fotográfica.

Na subida das escadas, a familiar moça cantarolava a lábios cerrados “I’ve got you under my skin“, de Frank Sinatra. O acaso havia feito o jovem esquecer-se de seus problemas, pois instantaneamente relembrara quem era essa desconhecida.

dançando

Exatos 45 minutos se passaram com ela ao chão, caída, quase sem vida, com uma banda de rua ao fundo fazendo sua apresentação em homenagem a Sinatra. Ele, segurava-a desesperado, temendo que o pior lhe ocorresse. Não a conhecia, apenas, a vira sendo atropelada em meio ao caos da cidade grande. Assim que tudo acontecera, ele correra para salvá-la. Tentou de tudo para fazê-la recobrar a consciência, enquanto pessoas pasmas tentavam ligar para a emergência. Disse que era irmão dela, a fim de poder permanecer ali. Os olhos dela, pesados, derramavam pequenas gotículas, onde não alcançavam a posição de lágrimas, um casaco preto cobria seu torso, sua maquiagem encontrava-se misturada com pedaços de piche da calçada, e sangue de sua cabeça. Nenhum corte profundo estava visível. Passou-se um ano após a entrada dela na ambulância, nunca soubera em que hospital a frágil donzela se encontrava, nem se aquele braço havia recuperado-se da fratura exposta. Aquela cena seguiu o rapaz em todos os seus sonhos, deixando-o de certa forma constrangido por sua preocupação excessiva por uma moça sem nome.

Em suma, três coisas jamais foram a mesma desde então. Ele considerava-se um zero á esquerda, pois não pudera fazer nada de útil em meio a pressão. Também tornou-se conhecido como mentiroso. Os paramédicos o impediram de entrar, pois sabiam que sua história de ser parente sanguíneo, na verdade era uma furada. E por último, ele abandonou seus sonhos de ser um economista de sucesso, para se tornar um taxista. Era uma profissão digna, ainda lhe trazia seus benefícios, mas ele vivia só disso. Não via seus pais, e irmãos. Não pensava em constituir uma família, com medo de perdê-la. Seu apartamento tinha vários equipamentos de luxo ajuntando poeira. E por fim, em um quadro de vidro, construído especificamente para isso, havia um exemplar de livro, que caíra durante o acidente em suas mãos. Todo escrito em uma máquina de escrever, e ilustrado á mão, em uma das páginas havia o sangue da moça, e em outra sua assinatura, onde o moço conheceria seu nome, se tivesse coragem de abri-lo sem trazer à tona seu desespero.

E ela, encontrava-se tão perto, que em um súbito de medo, o moço começou a contar sua respiração. Apalpando dentro de si vocabulários que não o fizessem de bobo, procurava uma maneira de chamar sua atenção. Qual seria seu nome? Será que lembraria de algo relacionado àquele dia?

Envolta em pensamentos, a jovem desejava voltar no tempo. Não que fosse ingrata por sua vida até ali, mas todos os sonhos que tivera enquanto permaneceu em coma costumavam trazê-la a sensação de aventura. Sua vontade não era a de recomeçar a vida, nem de recuperar seu antigo emprego como produtora de programas infantis, ou de reencontrar seus antigos amigos. Ela queria algo novo, coisa que lhe fora dada através de todos aqueles 400 dias em que uma história de amor e carinho surgira em seu coração. Ela ainda se  acostumava com o movimento de seu braço, portanto a limpeza das mesas lhe eram desafios. Os pedidos eram feitos, um após o outro, as chegadas, e partidas. Aquele dia de inverno rigoroso que aumentavam as vendas e consequentemente, sua comissão. Mas nada disso substituía sua vontade de sair desse casulo de compromissos vazios. Sozinha, em uma casa que comprara com a herança de seu pai, sonhava em reescrever seu livro perdido. Sabia que em algum momento da vida aquele título poderia reaparecer, ou talvez ser devolvido a ela. Com as adaptações necessárias, aquela seria uma boa história para ser contada através dos filhos e netos. Não necessariamente mantida em se original, mas reavivada por pequeninos detalhes que fariam a diferença em um todo. Tinha saudades de sua família, mas por tudo o que ouviu dos médicos após sua recuperação, resolveu que esperaria a adrenalina passar. Um pequeno traumatismo craniano gerou-se da queda em seu atropelamento. Uma fratura exposta, e um cérebro inconsciente por meses intermináveis. E um descaso total por parte de seus familiares, que se preocupavam mais com sua estética do que com sua saúde, pois fora o que lhe chegou como informação.

Chegou portanto com mais uma bandeja, coberta por restos de clientes que gastavam dinheiro, para não comer. Mas como seu expediente estava findando, lentamente tirou o avental, e desprendeu seu cabelo. Olhou para a pilha de trabalho que encontrava-se na pia, e desejou animo para sua colega. Ao descer as escadas, a fim de pegar suas gorjetas, deparou-se com a sensação de estar sendo observada.

Em um canto, próximo as geladeiras de bebidas, ficava uma mesa, onde um rapaz solitário encontrava-se. Os olhares de ambos tocaram-se por instantes, e o coração da jovem disparou. Era ele, o seu Peter.

O jovem não podia acreditar que ela havia o visto. Parecia que realmente aquilo acontecera. Mas será que era ela?

Ela sorriu. Sabia que não poderia sufocá-lo com perguntas, afinal, não o conhecia verdadeiramente. Ele esteve presente em uma sequência de sonhos malucos, confundidos com anestesias e barulhos de hospital. No fim das contas, ele não poderia ser O Peter. Mas talvez, aquele encontro não fosse algo ocasional.

Ele levantou-se, jogou uma nota na mesa, como nos filmes americanos, e correu de encontro a moça que revirou sua vida.

Ela saiu pela porta da frente, algo que jamais fazia, e procurou no estacionamento algo familiar.

Um táxi. Um luar. Um olá disfarçado.

- Você está atrasado.

- Foi difícil te encontrar.

- Sou Emilly, prazer.

- Peter, muitíssimo prazer.

Em, estendeu sua mão, que fora abraçada por um beijo no dorso.

- Você… se lembra de mim?

Ambos perguntaram. Mas já era tarde demais.

A cafeteria, um livro perdido, e um casal enamorado, dançavam sob a luz do luar.

Exterminate.

Ser parte de algo, ou algo fazer parte do ser. Não saber a qual acaso pertencer, mesmo se tudo não for parte do acaso, e sim uma realidade distinta.

Clara Oswin, Doctor Who

Escondida por dentre as linhas, aprender a conhecer, escutar as cores, visualizar os sabores, vivenciar as desventuras.

Crescer nos contratempos, dançar conforme os tamborins. Entender que não ser, faz parte do viver. Exterminar os medos, nossos maiores vilões, nossas maiores dores, e dissipar cada gotícula de dúvida que ainda nos resta.

Ver que o que outrora parecia se contentar com o vazio, aprendeu a preencher o azul.

Tomar notas, fazer alguns suflês, e deparar-se com um leite inesgotável. Enxergar por fim, que o que era, ou parecia ser, não existia.

Sou parte de uma vilania sem fim, de um ódio causado pelo meu próprio eu, lutando com todas as forças pra realmente deixar de pertencer ao nó, e saborear a profunda complexidade dele.

Quando o nosso herói corre ao nosso encontro, nos mostra que não estamos sós, e que mesmo nas ondulações da vida, nos conta as mais incríveis aventuras que podem ser escritas com o coração.

Dear love,

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A passos largos, me apresso ao seu encontro. Sei que talvez, o nosso relógio não esteja sincronizado, causando o atraso de uma das partes. Sei também que a vida em preto e branco, me faz sentir cada dia mais e mais desejosa por cores verdadeiras, e sei também que os fins por si, tem o intuito de apresentar novos começos.

Talvez, a vida tenha me presenteado com as mais diversas e incríveis experiências que alguém poderia sonhar em ter. E falho ao não me contentar com essas maravilhosas oportunidades. Esses sonhos não contentam-se em ser apenas frutos de uma imaginação sofrida que pertence ao surrealismo barato. E sim, aos planos que uma vida inteira levaria pra compreender. Gostaria de ter mais chances de falar contigo. Tempos diversos, e alegrias incontáveis. Entretanto, ao entender que não é o tempo (novamente), vejo-me perdida naquele nosso silêncio.
Aquela Terra, onde só nós conhecemos os bosques além-mar.

Obrigada por abrir meus olhos, e mostrar-me o quão pequena sou. Ajude-me a caminhar, ou dê-me condições para segurar em seus braços, quando estiver caindo.

É assim que pretendo viver os próximos borrões. Tentando contemplar a arte que está por vir.

Querido amor,

Quero que meu coração pare de saltitar em meio as desventuras, e mostre a real razão de existir. Traga à tona nossas danças, nossas cores, nossos sabores, nossas noites alaranjadas.

Onde o exército de mentiras deixa de existir, e torna-se uma única e perfeita verdade.

Eu, você, nossa história.

Ps. Posso ter o privilégio, de ao fim de tudo, parar pra ler os ventos?

Carta Aberta ao meu passado.

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Queridos, Não é de hoje que peço perdão.

Foram tantos momentos em que agi de forma precipitada, e causei com isto grande dano a todos vocês. Prova disso é nossa amizade, que desconstruiu-se lentamente dando vazão à distância. As saudades das conversas infindáveis, tolas, infantis. E As reviravoltas de um dia após o outro no colégio, me fizeram ver que realmente desperdicei boas oportunidades de amadurecimento conjunto e talvez, sólidos relacionamentos que poderiam durar uma vida toda.

As promessas de finais felizes, e tudo o que vivi com cada um de vocês não poderia ter sido descartado de uma forma tão ríspida e incalculável.

Me arrependo por não ter sido uma boa amiga pra vocês. Por não estar ao lado de cada um nas melhores vitórias e também nos momentos tristes. Me perdoem por não ter sido um bom exemplo nem uma pessoa confiável, ou sincera a respeito de tudo.
Gostaria de ter a oportunidade de apagar da memória todo o fardo que derramei a vocês, e começar novamente dizendo o quanto sinto a falta de cada um especificamente.

Eu sei. Temos que deixar o passado pra trás. E sei também que todas as coisas se fizeram novas, em meu contexto atual de vida. Queria explorar um mundo colorido, de sons e letrinhas que não perdem no papel. Mas ao lado de vocês.

Perdoem minha grosseria, minha autocomiseração (mania de ver tudo com o copo meio vazio), e minha falta de lealdade.

Eis que apresento uma pessoa que é um nada, esperando pra descobrir tudo o que ela poderá ser.

Assim, se for do desejo de cada um, estou aberta a uma reescrita dos fatos. Se não, motivos para se preocupar não existem mais. Tudo o que era necessário já fora feito.

Em amor,

Deborah Knapik.

Just, Remember.

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Em meio as ruínas de uma moldura apodrecida. Aquela imagem meio opaca de tudo o que algum dia se foi. Ou pensou em ser. O recomeço e desdobrar das estações, mais uma vez preenchida pelo silêncio e pelo respirar da paciência. O esquecer da vida em pé, e o desespero em meio a neblina.

Tudo em um só segundo.

Quando as lágrimas voltam a regar as suas noites, e as melodias tornam as notas mais graves. O início e o fim atuando em um só contexto. As páginas viradas, o jogo entre o certo e o moral, a distância entre as notas sussurradas, e os ecos de uma dança de sabores sem fim.

Era quando o era se tornou ser. O saber se tornou o conhecer. E o acaso, fato. Doloridas cicatrizes de tudo o que se restou, e a reconstrução de um palácio do que virá a ser.

Existir, resistir, permanecer. O doce respirar de todo o dia.

O ritmo de uma nova chance.

Mudanças

O que me preocupa não é o fato de tudo estar mudando, mas a maneira como as coisas mudam. É difícil, doloroso e angustiante. O pesar das responsabilidades, a inconstância de pensamentos, de ações que deveriam ser tomadas e perdem-se em meio ao nada.
Surgem-se os conselhos, os descasos, e as lágrimas, novamente… Ah, essas pequenas gotas de esperança, talvez. Gerou-se uma expectativa em meio as cinzas, um pianismo em meio ao total silêncio. Se a lua contasse suas histórias, e o amanhecer realmente reservasse os sorrisos. Mas algo sempre lhe puxa pra baixo. Os ritmos que não se completam.
Transforme as alegrias em uma intensa frustração. E você finalmente nota que chegou a uma vida desentendida. Nem adulta, nem infantil, nem jovem, nem velha. Uma vida que nem os mais sábios autores poderiam descrever, que os mais nobres músicos poderiam acompanhar. É uma dança de uma perna só, com um compasso quebrado, sem sentido, mas certamente com uma razão.

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O que me preocupa não é o fato de tudo estar mudando, mas a maneira como as coisas tem tomado seu rumo. Se nem ao certo escolhemos entre pão francês e pão d’água, que dirá as escolhas de nossas vidas?

Eu só estou com medo de crescer, e deixar de me expressar, de brincar, e de sorrir.
Estou com medo de chorar, de cair e de não ter ninguém para me levantar.

É só mais uma daquelas crises.

#Feliz dia do escritor – Para todos aqueles que sabem realmente escrever#

Um ser, simplesmente.

Era parte da desordenada história de memórias, lembranças. Até que por fim, algo modificou-se por completo. Tempos que se passaram, separações, saudades. E parece que no compasso da melodia final, tudo faria um certo sentido, por mais engraçada que sejam as escritas. Por mais imperfeitos que sejam meus passos.

ImagemEra Ele quem trazia a vida, reavivava a esperança, o existir. Não por ser de fato eu, um ser importante, mas por ser… um SER. Simples, e básico. Indigno de todo o carinho e cuidado. De todas as lágrimas recolhidas, de todos os risos guardados. E passou-se. Não é mais novidade que a vida por si só tomou seu rumo. Através dEle, e para Ele.
A vontade de compartilhar se desperta, ou melhor, recomeça.

Historiando os começos. Começando a história. 
Simplesmente. 

My dear paper.

Perdida nas entrelinhas do passado, me despeço de mais uma página. Acredito que minha história em todo o seu decorrer fora útil. Sobram momentos dos quais posso me orgulhar, entretanto, sempre há uma ou outra desventura que nos trás a tona o desconforto de viver.

Recebi uma missão. Não posso contudo, fingir ser o 007, até mesmo parte das Panteras. Não preciso sair mudando o mundo, as civilizações jamais ouviram uma lenda ao meu respeito, e a pequena história que escrevi, jamais faria diferença a qualquer ouvinte. Talvez, até mesmo as pessoas que fizeram parte de alguns capítulos, mal recordam-se do  que marcou-se para sempre.

Ficar presa as circunstâncias não é uma opção. É necessária a mudança do caráter, das decisões. O amadurecimento acontece desde que estejamos abertos para isso. A Minha vida, posso assim dizer, inicia-se agora. O preparo para um sonho, um algo a mais, que venho esperando desde que tinha 12 anos. Não é um objetivo remunerável, mas sim, um propósito de vida. Onde, posso ter a mais plena certeza de que os paradigmas que constantemente quebrei, obtiveram seu êxito individual.

Eu cresci, eu mudei, eu transformei planos em metas, e por consequência pretendo visualizar suas realizações. Posso ter passado impressões que não me retratam fielmente. Posso ter magoado alguns, e sofrido por outros. Eu esperei por uma segunda chance. Por uma salvação. Cheguei a pensar que encontraria de fato, um conforto fora do ninho. Mas possuo somente a certeza de que pertenço a um incrível e super criativo Deus. Que cuida de cada detalhe, que me faz rir das incertezas, que me alivia  do nervosismo em meio a essa página em branco que enfrentarei.

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Eu sou apenas a caneta e Ele é meu escritor. Dependo dEle para ter uma razão. E temos juntos um livro “gordinho” que precisa sair do primeiro capítulo.

É um recomeço, um momento onde sinto o cheiro de aventura e impossibilidades se realizando em minha vida.

Chega dos medos exagerados, do passado perturbador que começa a cheirar mofo. Chega dos rascunhos jamais finalizados… Eis aqui, uma pessoa disposta a mudar, a fim de realizar os sonhos que um dia foram motivos de ansiedade.

Uma página em branco. Com uma assinatura visivelmente confortável.

. The heart of prayer .

Eu sei que não deveria. Ou até que ponto, poderia separar esse sentimento da razão. As coisas que acontecem tornam-se cada vez mais amedrontadoras, a luta pelo amadurecimento se esvai a medida em que o coração bate. Tum, tum.

Eram momentos que recordavam o passado, lágrimas que no presente formavam poças. E a cada passo ouvíamos os sinos…

Eu não deveria, mesmo. Não deveria ter dado a chance de reacreditar que tudo se transformaria.  Éramos nós. Sentados na varanda, ouvindo a chuva cair. Conversando sobre o acaso, e os relacionamentos… Seus braços me envolviam, dando-me a sensação de que tudo se acertaria. No fundo, aquela esperança continuava ardente, trazendo consigo todas as certezas que outrora possui.

Fico aqui, pensando, que estamos sozinhos. Que não há mais ninguém que realmente importe com o futuro, da mesma maneira que nós.

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Eu sei. Não deveria nem sequer me sentir sozinha em meio a multidão. “Isso é ver o copo meio vazio” – assim diziam. Mas, em meio a tudo o que passamos, mais do que ninguém, eu pude sentir-se próxima de Ti.

Ah, Deus. Quisera eu ser uma pessoa melhor. Quisera eu sentir-me digna de teu amor e carinho. Mas eu não sou assim, portanto, sei que não deveria dar-me ao vazio da alma. E isso dói. Eu sinto que entristeço o Seu coração, mas, eu não tenho forças. Não suporto o vazio, a solidão. Eu só queria, saber que minha hora está chegando.

Deus, por favor, permita que eu tenha a chance de mudar.

Permita que meu coração entenda que é preciso amar.

Só retire de mim essa dor. Esse peso, essa indignação e tristeza. E Leva-me de volta, aos campos narnianos, onde corríamos felizes.

Eu sei que posso, e que devo, CONFIAR.