. a distância .

Não, não há a necessidade de usar-se crase. A frase é para ser uma distância, mas a preguiça encurtou a sílaba e temos um título legal. No velho formato, com mudanças em diversos aspectos (desde o design do blog que ainda precisa ser corrigido até nos pequenos detalhes de memória da autora). Uma distância de … Continue lendo . a distância .

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Era mais um dia de outono

O receio de pegar naquele livro trazia um comichão as minhas mãos. As incertezas pareciam ser maiores quando se tem um dia chuvoso pela frente. Ali jazia um título: Solucionando seu problemas pessoais. Não. Não se tratava de um livro de autoajuda. Pelo contrário, ele parecia a cada página demonstrar mais uma falha, podre ou … Continue lendo Era mais um dia de outono

Estou muito atrasada? É. Estou. Era pra ser dezembro ainda. Final de um ano tumultuado. Lotado de atividades... Compras, ceias, comilança... Nossa casa deveria estar cheia de luzes, e algumas essências deveriam circundar o ambiente como um perfume de boas novas. As notícias deveriam se espalhar. Vivemos pra conquistar aquilo que queremos, e nem sempre … Continue lendo

Relatos soltos.

Era quando as palavras começavam a fazer sentido. Ao tilintar das taças cheias de lembranças vazias. Lugares, recomeços, reescritas.  Sem qualquer palpabilidade da real aventura de viver e amar. Aprender a cair e levantar-se sem dor. Aprender a chorar e perdoar. Sem qualquer devaneio, ou simples suspiro. Viver por si só. Enquanto a valsa criava … Continue lendo Relatos soltos.

Longo tempo, tempo sem ritmo.

Três anos. Três anos passaram sem que eu tocasse em baquetas a fim de fazer algo além de café com pão. Eu havia tocado pelo mesmo período. Quase que incessantemente. Todos os fins de semana, com ensaios regulares. Testes com canetas em sala de aula (que acabavam estourando), uma ponta em uma banda feminina. Aulas … Continue lendo Longo tempo, tempo sem ritmo.

Sobre uma máquina empoeirada

Perdi o cartãozinho que dizia o nome da minha máquina de escrever. O que é mais triste nisso tudo é que bem naquele espaço, MUITA POEIRA resolve se juntar diariamente e dizer: DAQUI NINGUÉM NOS TIRA! Eu realmente tenho muito desejo de ser aquele tipo de escritora que não volta atrás em suas palavras. Mas … Continue lendo Sobre uma máquina empoeirada

PARTES DE UMA HISTÓRIA MAIOR.

Cá estamos. Uma página em branco e a coragem faltante para reassumir o que muitos costumavam caracterizar como sendo: Coisa da Deborah, aquele blog lá.

Dentre as lendas do viver.

Eras se passam. As histórias permanecem, algumas com um brilho que vai além das razões primárias dos fatos. Outras se perdem, enchem-se de poeira, e dão vazão as diversas interpretações plausíveis. As lendas. Uma mistura do real com o imaginário. Do que foi e o que poderia ter sido. Em suma, nossas lendas sobre infância … Continue lendo Dentre as lendas do viver.

Is a Verb.

Love. Por diversas situações, o amor na sua forma mais intensa e terna, parece ter retomado o controle da simples, contudo complicada vida. Naquele entremeio, a jovem corria com medo. Medo de errar, medo de sorrir, medo de aprender com suas próprias falhas. As decisões que outrora pareciam fáceis, não apresentam sua melhor face. Ela … Continue lendo Is a Verb.

Pianismo.

Um perfeito dedilhado. Uma canção em dó maior. Sem letra, num ritmo acelerado, com um compasso duelando o desafinado movimento de vai e vem. Aquele solitário rapaz, sentado no piano de uma grande universidade. Pessoas passavam, e nem sequer o percebiam. Ninguém apreciava aquela música. O som dos passos, dos suspiros, dos sonhos frustrados, das … Continue lendo Pianismo.