Pianismo.

Um perfeito dedilhado. Uma canção em dó maior.

Sem letra, num ritmo acelerado, com um compasso duelando o desafinado movimento de vai e vem.

Aquele solitário rapaz, sentado no piano de uma grande universidade. Pessoas passavam, e nem sequer o percebiam. Ninguém apreciava aquela música. O som dos passos, dos suspiros, dos sonhos frustrados, das canetas de encontro ao papel. De todas as lágrimas que rolavam as faces da juventude.

Corridas, proezas, superações. Gargalhadas, quedas, abraços, amizades.

Life make your own dance 1

Dentre o sussurro das notas mais graves. Sentado ali no piano, um jovem em sua solitude. Por si, não havia nada que o fazia ser melhor do que qualquer outra pessoa. Exceto, ele ter escolhido estar ali. Derramando o que ele poderia ser, com toda sua intensidade, idas e vindas do acaso. Peculiaridades, tesouros recheados por mais do que pedras preciosas.

Nos entremeios da melodia. Ele sonhava com o lugar onde o sol brilharia, as cores seriam mais vivas, e a correria do cotidiano não faria sentido.

Pelo simples fato de amar. Por toda a proposição do viver.

Entre os acordes, sons e ventos. Vivendo novamente a canção do alvorecer!

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