Vamos nos afundar no carpete.

Enquanto o resto do mundo desaparece. Vamos deitar sem pressa de levantar, olhando as falhas no forro, contando as teias de aranha que caem sobre os móveis.

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E por vezes, adormecer. Sentindo que o chão encontrava-se duro demais para permanecer na posição de exploradores. Entretanto, o simples fato de não ter nada o que fazer continuava ali. Contava-se mundos, sonhos, planos para o futuro.

Foi assim que nos conhecemos.

Não literalmente deitados em um chão coberto de lembranças, mas sim, sustentados por sonhos em comum. As novidades que cada tédio nos trazia, entre as risadas por meio de mensagens instantâneas. Loucuras nem um pouco convencionais, a paixão por música, por um país distante, por livros, seriados… por um futuro que no final das contas, poderia ser considerado constante.

As incontáveis lágrimas, e desesperos em meio ao crescimento, o consolo de ambos os lados da tela. Muitos quilômetros de distância, as gotas de orvalho na janela. Recomeços e rompimentos de amizades. Brigas sem motivos, ciúmes nos depoimentos de orkut. Tudo, só pra dizermos com a maior sinceridade, que realmente éramos amigos.

Não importa quanto tempo se passou, ou o que jamais voltará a ser. Nas conversas atuais, entre um olá, tudo bem? e um estou com saudades, sabemos que no fundo nossa amizade permanece ali. Presente.

E não há, maior palavra no mundo, para descrever o que representamos. Um presente, um ao outro.

Falo no masculino, por um sobrenome descrever toda a nossa história.

A irmãdade, o amor incondicional, as palavras de blogs que por um acaso tornaram-se nossas vidas. As paixões, que novamente se repetem, mesmo nós, estando tão diferentes, tão mudadas, tão amadurecidas. Mas sabemos, que lá, guardado dentre em nós, cantaremos sempre This is home ao abraçarmos nosso Aslam. Nos derreteremos com certas vozes, gritaremos com os produtores de seasons finale.

Portanto, vamos nos afundar no carpete. Buscando entre o conhecido e desconhecido, um algo a mais por qual lutar. Permanecer. Em um espaço em branco, em uma tela sem pintura. Só aguardando, até que as linhas de nossa existência sejam traçadas de uma só vez.

Esse texto é pra você. A companheira das vergonhosas e mais saudáveis aventuras de todos os tempos.

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