Uma realidade.

Mais uma noite, daquelas onde a solidão e a insegurança batem. Onde os sorrisos parecem desaparecer… E a medida em que a canção para de ecoar, vemos sombras.

É quando fingimos estar bem, apenas pra que parem de nos criticar. Não por fazermos algo ruim. Mas pelo medo de errarmos. A estranha perfeita. Uma imagem de paradoxos, onde não há verdade, só vaidade.

E a vontade de mostrar-se ao mundo, de fazer o que realmente sonha, de realizar projetos, estabelecer limites, ultrapassar expectativas. O despertar de uma visão que poderá lhe dar uma vida nova, ou retirar-lhe qualquer tipo de esperança. Onde o desejo de descansar se esvai, e tudo se faz a fim de manter os objetivos.

O fazer acontecer… Sonhos inatingíveis palpáveis por uma consciência renovada. A realidade de querer mudar tudo, e todos. A realidade de encarar as impossibilidades. A realidade de permanecer sendo a pessoa que sempre lutou em não ser… A triste e incrível realidade, de sermos pó.

O custo do sonho, o custo de ficar só, em meio a multidão em caos… A realidade de começar a ser você, de ninguém entender o motivo. A busca por um ideal, a luta contra o medo.

Mais uma noite, daquelas onde você reflete sobre as medidas a serem tomadas, e vê o quão difícil elas serão. Algo que parece impalpável sobreposto por uma resolução convicta. Sonhos conduzidos pelo Eco, onde nossa própria voz é a que invade as batidas de nosso coração. Uma voz que substitui as sombras, e dá uma companhia, nem que seja por segundos… apenas para que vivamos:

A própria realidade.

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