Ontem, Não restava nada de nós.

Éramos seres desajeitados, correndo rumo ao desconhecido. Não restou nada pois fomos 100% íntegros ao que somos. Somos assim, pessoas necessariamente descuidadas, cheias de medos e dúvidas. Não restaria nada também se fôssemos o que não somos. A Chuva não teria melhores motivos para escorrer em nossas faces enquanto corríamos de mãos dadas silenciosamente.

Um paradoxo de um futuro sem sentido. Sentido de uma reviravolta de pensamentos que nos tomam em direção a um caminho já percorrido.

Ontem.

Não restava nada de nós, pois já havíamos trilhado esses caminhos. Estávamos correndo em círculos. E o desconhecido se tornou subjetivo à medida em que nos aproximamos do ponto de partida.

Hoje.

Um recomeço. Tão prometido, tão sonhado e tão buscado. Cheio de obstáculos e buracos remendados.

Amanhã.

O que éramos ontem não somos mais. A Mudança surgira como forma de amenizar as dores, ou talvez cicatrizá-las. Mesmo que ninguém mais acredite em você. Esse amanhã não depende do hoje, tão mesquinho, insensato, e sem muito motivo depois do ontem.

Nada mais faz sentido.

 

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3 comentários em “Ontem, Não restava nada de nós.

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