E me parece que…

Você é essa menina machucada, caída na estrada, pedindo por ajuda. Mas como você mesma disse, não há alguém puro que lhe compreenda. Todos corromperam o sentido do amor. Assim como escreveste em vosso caderno, “uma criança o tomou pelos braços, e levou-a a fim de conhecer o verdadeiro sentido da vida.” Uma criança. Alguém que pouco sabe da vida, compreendendo o valor de amar, ajudar. Uma pequenina esperança.

Há isso, e também o respeito. E esperando pelo sol que raiará na tempestade, você sonha com o impossível. Talvez isso represente um recomeço. Talvez essa seja sua chance de reavaliar em tudo o que passastes até agora, e contar somente com as coisas que realmente façam sentido. O fato de transparecer dois opostos totalmente deturpados de sua imagem é um equívoco causado por seu furacão de emoções.

Jorram sentimentos… Tanto do seu interior, quanto dessas pequenas gotículas de água que brotam de seus olhos. O pior já passou. Esse salvador… essa pequenina criança que conduz-a a uma paz significativa há de consolar-lhe. Contudo, vosso desespero deve amenizar-se. Não por significar que isso resolveu-se em um passe de mágica. Mas o castelo de pedras que pouco a pouco fora construído é forte o suficiente para seguir em frente. Continuar… Dar um passo adiante do desconhecido, lidando com o medo e a falta de esperança. O descontrole psicológico, emocional, físico. O descontrole de não possuir mais razão, metas, sonhos. Os olhos abertos para uma aurora permanente, que desenha um arco-íris lindo no céu, onde você pode alcançá-lo. Isso não é gabar-se… não é exaltar-se. É somente, reerguer-se das cinzas em que você fora esparramada. Talvez a muito tempo, ou pode ser que isso seja recente dentro de si, mas somente agora sua vida começara a refletir essas decisões.

Essa batalha entre o certo, e o indefinido. A casa a qual pertencemos, o nosso verdadeiro mundo, onde podemos ser nós mesmos… Mas ninguém nos ouve. Na verdade há algo pelo qual vale a pena continuar. Mas não há um sentido que te faça dizer que está tudo bem. Isso dói, lá no fundo, dói demais. E a vida de todos passa, e a sua fica. Pára no tempo e espaço.

Todas as coisas que deveríamos ter dito, mas escondemos. Todos os momentos que deveríamos ter esperado mas jogamos fora. Todas as forças que perdemos por lutarmos sozinhos. Deixe que essa criança lhe mostre que a vida adulta não é um monstro, deixe que ela lhe diga o quanto você ainda pode fazer para destacar-se na multidão. Não pulando etapas, mas sendo somente quem você é. Pois há uma diferença bem grande nas pessoas que se autoafirmam, e nas que são simplesmente por ser.

Isso é um dom. Um dom perfeito e único, conferido somente à aqueles que saberão como desempenhar essa lição. Então vá. Não é preciso subir as escadas… É necessário somente levantar-se do chão.  Fechar as cicatrizes que com dor foram feitas, e que dolorosamente serão curadas. Mas você não estará mais sozinha. Você sabe quem é a única pessoa que está ao seu lado, e isso é o mais importante.

Esse é seu recomeço, a sua chance de perdoar-se. Esqueça tudo o que te faz perder o foco. Mantenha-se somente naquele caminho onde a inocência brinca nos campos de trigo. A capacidade de fazer acontecer está aqui. O sentir-se solitário é de sua escolha, mas penso que escolherás estar sempre bem acompanhada, certo? O novo dia pra recomeçar…

Onde os campos de trigo brilham com a luz do sol.

 

 

 

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