A escolha de poder escolher.

Geralmente nos deparamos com uma ideia de liberdade “mascarada”, pela escravidão. Infelizmente na mente de muitos o ser livre é NECESSARIAMENTE estar atualizado nas drogas e vestuários da moda, nas músicas, nas formas de andar, e falar. Pra tudo nos dão um manual ao usuário, e não há outra opção a não ser aceitar o que lhe fora imposto.

O democrático de cada um é contestado onde o respeito acaba. Não temos mais liberdade de sermos pessoas que vem e vão por todas as escolhas da vida, tomando as devidas consequências, e nos responsabilizando por elas. O simples fato de declararmos: Se não der certo, dá pra trocar, (uma troca de roupa, amizades, cônjuges, profissão…) virou um jargão que é aceito pra tudo. Admitir os erros está cada vez mais distante de ser real. O aparente nos mostra pessoas “perfeitas”moldadas conforme a mídia. Mas e o amadurecimento? Isso não é mais importante? Subir os degraus da profissão pisando em seus colegas, tirando notas elevadas através de consultas em seus “lembretes”, e tantos outros acontecimentos que fazem qualquer pessoa honesta parecer superficial. Pelo simples fato da escolha deste injustiçado, em ser honesto.

O poder de escolher entre A e B, a escolha entre o certo e o errado… A percepção disso mudou. E há poucos que mantiveram-se nessa escolha. A Escolha de ser livre, a escolha de poder escolher…

Ouvi hoje, uma frase interessante onde destacava-se esse ideal: Os limites impostos a você significam que está livre. Livre para chegar nesses limites e ver que não precisa ultrapassá-los. Pois a vida sem limites, é uma vida escrava, agora, os limites te colocam num padrão. Onde você se torna livre para ser você mesmo, naquela realidade. Não é necessário ser mais, somente, permanecer convicto de que aquele “muro” que o separa da escravidão é pro seu bem.

Essas escolhas machucam por dentro. Mesmo. Ser diferente de todos, significa não estar adequado. Adequado pra uma determinada realidade. Mas isso nos trás uma felicidade depois. A de não pertencermos a esse mundo, a de possuir uma certeza  infinita de que nos realizamos naquilo em que escolhemos. Uma escolha onde você enxerga a luz em seus pés. Incapaz de ver o rumo adiante se aquela claridade não estiver a sua frente. Mas onde você não se sentirá só, nunca, pois aquilo lhe mostrará o quando você pode prosseguir. Sem sobras, e com certezas, que lhe farão crescer, e até voar… Para onde os ventos trazem notícias boas… e a liberdade permanece ao seu lado.

“A song we knew, but we never sang, It burned like fire inside our lungs, And life was just happening…  I wouldn’t trade it for anything, My souvenirs…” 

“Uma canção que conhecíamos, mas nunca cantamos, queimou como fogo dentro de nossos pulmões, e a vida foi acontecendo… E eu não trocaria isso por nada, minhas lembranças…” 

 

(Switchfoot – Souvenirs)

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