Em carne, e osso.

De que forma realmente, nos deparamos com as pessoas? Há um post nesse blog, que eu fiz, em um momento como este. Chamado: Máscaras.

Somos todos feitos de carne, todos provindos de uma família, com conceitos, com desejos. Somos todos frágeis nos ossos, ossos que não são somente no sentido material da coisa. Mas sim, algo que tornamos parte de nós, e por um sopro qualquer do lobo mal, desmoronamos.

Estou experimentando uma fase que sinceramente, desejo que todos passem. É como se fosse um grande filme. Os atores o diretor, os takes, a maquiagem, o figurino, os cenários. Um grande quadro do qual fazemos parte, sem querer. Sempre há o vilão, o esquecido, e o mocinho. Sempre há um final feliz, mesmo nos filmes de drama. Sempre há um porquê, um motivo. Pare e pense, que seus ossos se movimentam a medida em que a música toca, mesmo que você não esteja dançando. Um ressoar de imaginação aflora nesse momento, e é ali, onde aquela trilha sonora muda o sentido do acontecimento em que você está imposto. Talvez, venha correndo pro seus braços uma oportunidade de ouro, ou talvez, o vilão pela primeira vez, consegue destruí-lo. Não exteriormente, mas destrói o que é feito de carne. Em outras palavras, destrói o seu coração.  Com atos, que eles presumem ser inúteis, ou talvez, insignificantes. Mas aquilo, uma simples palavra de ódio, muda toda a sua forma de encarar o mundo.

E o diretor, fecha as cortinas, a cada poente, deixando você, o ator principal, voltar pra casa, sem saber ao certo, como o seu personagem deve se portar.

As máscaras de vilania, e de heroísmo que algumas pessoas de meu convívio criaram, destruíram algo de meu ser, que é incurável. Mas é algo bom… Eu perdi a capacidade de ser acomodada.

Eu sei que em um novo nascer do sol, poderei tomar a frente de um desfecho a minhas dúvidas. Descobri quem sou, mas temo. E essa minha preocupação surge pelo simples fato, dessas máscaras, verem o que há de mal em mim. E não enxergam a mudança que obtive, desde que comecei a sonhar com o Paraíso, rs.

Em carne e osso, é que tudo se completa. A dor, o luto. O gosto amargo da solidão. E um certeza, lá no fundo, de que tudo, já foi esclarecido. Resta apenas, uma alegria, imensa, de viver. Mesmo sendo um nada, para ninguém.

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3 comentários em “Em carne, e osso.

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