Solitas .

“Quando a gente está triste demais, gosta do pôr do sol…” – Antoine de Saint-Exupéry – Pequeno Príncipe.

Uma questão de costume, ou talvez tempo. A acomodação no perfeito, e na imaginação de que não há mais nada que nos deixará cair. Nos vemos na situação de uma via de duas mãos, pois assim como vamos rumo ao progresso, nosso passado nos puxa de forma irresistível.

Você pode até pensar que não passa de bobagem. Mas acredite. Nossa vida depende tanto de nosso amadurecimento, que nossa linhas tortas, começam realmente a fazer sentido.

Minha linha de raciocínio não evolui dessa maneira. Tenho cicatrizes que ainda estão expostas ao tempo. E por muito sofro com essas dores.

Há um certo lugar onde eu gostaria de estar. Há uma certa fé que não deixei de apoiar. Mas as portas se fecham e você depara-se com um turbilhão de pensamentos, transformando toda a satisfação de ter crescido, por algo mesquinho, e pior, solitário.

Não sei mais como é estar em companhia de outras pessoas. Tenho amigos aqui e acolá. E tenho meus pais, ainda que obstantes em meu crescimento emocional.

É como uma praia. Onde o mar está deveras agitado. E a terra seca, quente por todo o vapor dourado da atmosfera. No centro disso, há um caminho onde a água bate nos tornozelos. Em suma. Encontro-me em terra. Não seca, contudo, não posso me afogar.

Creio que irei continuar naquela caminhada. Até cair. Levanto-me suja, dolorida, e um tanto quanto nervosa por toda a situação embaraçosa. Ninguém ajuda. Sou empurrada em direção ao meu futuro. Não luto mais com minhas forças, porém com as forças do Amor.

Pois, “O Amor é a única coisa que cresce à medida que se reparte”.

Entretanto, dessa força, poucos provaram. Portanto, julgam-me por não estar andando com meus pés.

Complicado, e imperfeito. Tic-tac.

Nada consta ao seu favor, e ninguém mais crê em você. Resta-lhe o desespero. Ou a esperança.

Desespero de prosseguir rumo ao desconhecido, com todos lhe apedrejando. Incentivando-o a desistir.

E a esperança, de que amanhã é um novo dia. Onde terei um novo nome, terei mais algum tempo, e poderei ser o que realmente fui destinada a ser.

“Tudo vai mudar, Nada permanece o mesmo, Ninguém é perfeito, Oh, mas todo mundo é culpado.[…]
Tudo em que você confia, E tudo o que você pode salvar,Vai deixar você na parte da manhã, E alguém irá encontrá-lo durante o dia.
[…]Tudo é escuro, É mais do que você pode aguentar, Mas você pega um vislumbre de luz solar, Brilhando, brilhando em seu rosto.”
                                                                                                                         – In my veins – Andrew Belle
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Um comentário em “Solitas .

  1. Sem condições de falar muito hoje.Mas me encanta o estilo, da tua prosa e de se referir as dúvidas …e a uma dor indefinivel.Conheci poucas pessoas que gostavam de Andrew…mas todas elas me foram uma grata surpresa.Você parece ser mais um delas.Parabéns!

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