Um zíper na sociedade.

Meu trabalho de Artes do segundo período. Resolvi colocá-lo aqui :)

O bom senso da ética Humana: As roupas.

Não, minhas fotos em momento algum relatam as roupas, mas sim partes essenciais dela. Os Zíperes.

Comecei a pesquisar vários temas, vaguei entre natureza, partes do corpo humano, coisas mórbidas, sorrisos, bolhas, brinquedos. Eu queria realmente fazer algo antigo, partes de carros antigos, onde eu derramasse minha paixão, por aqueles acessórios pequenos, mas de grande uso, e que na época não eram descartáveis. Mas fora quando essa minha alternativa, que não poderia ser sanada decaiu, eu optei por tirar uma foto qualquer de uma roupa minha. A Roupa contém babados que cobrem o zíper dela de tal forma que eu jamais havia reparado que tinha um zíper na blusa. E fora ali que reparei na importância dele.

Desde a antiguidade cobrir o corpo era algo essencial para culturas de clima árido, ou muito frio. Tudo devida a proteção que isso indicava, além do fato externo de riqueza e status. As caçadas originavam peles, que eram usadas como roupas pelos primórdios. E aos poucos, a costura fora se tornando parte significativa de nosso vestuário.

E por fim o zíper. Surgido em 1913, fora incorporado por oficiais da marinha, como parte de seu uniforme, e por bolsas e carteiras, onde servia de fecho “seguro”. Porém só em 1930 que ele fora acrescentado ao vestuário, ou seja, é um objeto de uso contemporâneo, onde nunca damos valor, até que o mesmo se estrague.

Esse pequeninho fecho metálico, fora o destino de meu trabalho, por possuir grande importância, seja somente para fechar objetos, ou também, para trazer o conforto de termos uma roupa devidamente fechada, lacrada.

Então, com minha máquina fotográfica explorei os ângulos que esse babado-zíper poderia me dar, e após tirar cerca de 12 fotos, cheguei ao trabalho final.

A edição fora parte do processo, já que se olharmos aos cantos da fotografia, podemos perceber esse fecho, e obrigatoriamente o trabalho perderia o sentido. Mas explorando os campos ocultos da visão, e também, dependendo do tato que a pessoa tem para percepção fotográfica, esse acaso, se torna fútil.

Comparei o zíper também a algumas áreas da vida humana. Ele serve para consertar o que estava aberto, fechar o que teria se mostrado. Ou seja, muitos aspectos sociais, e de nossa própria visão de mundo, não possuem zíper. E assim absorvemos muitas coisas negativas, como também atingimos muitas pessoas com coisas desnecessárias.

No caso de um ser racional, estar aberto a mudanças sim, é uma forma de conviver com as diferenças e aceitar as razoes da vida nesse planeta. Mas estar aberto a fofocas, distorções de  sentimentos e emoções, dando um sentido qualquer ao nosso eu, pessoal e intimamente, nos mataríamos aos poucos. As feridas devem ser cicatrizadas, e com uma grande semelhança, pequenos cortes e queimaduras que ocasionalmente vivenciamos colocados ao lado de um zíper terão figuras iguais, ou até melhor retratadas, já que estamos falando de “carne e osso”.

Se tivermos convicção do que seja realmente ferida que deve ser cicatrizada, fechada totalmente ao ponto de um zíper ocupar seu lugar, teríamos metade das mágoas geradas em nossos corações hoje.

Outro fato que desejaria realçar é o de que, existe um provérbio: Coloca um zíper em sua boca. Seria isso uma forma de dizer: Não fale mais, tagarela? Ou talvez a expressão se relataria ao fato de que Bocas não são feitas para falarem coisas ruins, mas sim trazerem boas notícias.

Preocupei-me. Várias coisas me dizem que essas fotos não ficaram boas. Edição ruim, flash muito exposto, luz precária. Porém o que eu queria relatar vai além de meras imagens feitas por uma iniciante em fotografia artística. Eu queria dizer acerca da minha própria necessidade de ter um zíper em meu coração, que só se abrisse ao momento quente do dia, e não deixasse tanta “tempestade” ( ao que refiro-me ventos) passar.

Como digo, cada trabalho tende a acrescentar em uma etapa de minha vida, e esse acrescentou-me uma lição da qual a insignificância, tem o seu devido valor, e de que nada pode substituir o lugar desse pequeno acessório ( que não seja o botão).

Entre flashs, lágrimas, e borrões nas imagens, termino minha defesa, em prol de um desafio maior.

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2 comentários em “Um zíper na sociedade.

  1. Nenhum argumento é apreciável se não tem algo para visualizar. A verdade é comprovada pela prática das afirmações na vida.

    Verdadeiramente Lindo, parabéns, Que Deus Continue a Ti Guiar.

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