. Vento, sonhos, paz .

É confuso, e ao mesmo tempo, engraçado. À maneira como tudo se fundiu. Os gostos, as cores, as músicas, os sabores. Aquela doce melodia de quem realmente estava aprendendo a sorrir.

E aos poucos, as lágrimas desciam da minha face, gritando, por algo mais. Sim, tudo estava eticamente bem. Mas, porque essa tristeza? Essa contrariedade que me fazia suspirar a cada lugar, a todos os recantos a que meus olhos recorriam. Aos passos de quem se aproximava de minha fronte, acompanhei um gesto. Inesperado, por sinal que me fazia pensar na suavidade de uma poesia erudita. Encontrei-me com a última lágrima, que escorreu em meus lábios me mostrando o quanto eu estava desesperada. Naquele instante, aquele era um correr de emoções, de vivências das quais palavras não pode descrever. E que somente um coração descompassado pode gerar em seu ser.

Ao ressoar de mais um início de danças, acordei. Eu realmente havia tido a sensação de passar por tudo aquilo. Mas porque somente veio como um sonho? Ali viera a resposta que meu coração tanto ansiava. Eu não podia me sentir sozinha, não podia continuar na mentira de que ninguém estava ao meu lado. E ao olhar aquela figura estranha, e sorridente, que me transmitia à verdadeira paz, percebi que em breve aquele amor invadiria meu ser, de forma que eu reconheceria todas as pistas que um verdadeiro detetive precisaria pra concluir seu trabalho.

Tentei me recompor, porém aquela motivação toda que se seguiu durante meu dia, corria em minhas veias, dizendo que realmente eu não estava só. E claramente vi todos os sinais. Olhei pra um céu. Cheio de nuvens, que formavam as mais diversas formas… Olhei para prédios abandonados, que relatavam toda a vida que um dia passara por ali. E olhei finalmente a um espelho. O qual por muitas vezes me decepcionou. Aquele padrão maldito de estética imposta pela mídia que me fez gerar uma estima baixa, a ponto de não reconhecer em suma a importância que um sorriso teria naquele meu cotidiano.  E ao secar mais uma lágrima, senti uma onda de calor, juntamente com uma brisa suave da manha, correndo por todo meu corpo. Elevando meus cabelos a uma amplitude jamais vista. Corri, olhando as pessoas ao meu redor não reconhecerem qual era o sentido de toda aquela folia. E suspirei, sabendo que mais um daqueles sonhos, aparecer-me-ia. Desejei um cobertor, um colchão, e um quarto, do estilo sala vazia. No qual só eu e minha paz, poderíamos visitar.

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