. Síndrome Cinderella .

            É tarde da noite. Você se lembra do horário. Está realmente esgotando-se os últimos minutos pras decisivas badaladas da Meia-noite. E Você faz seu último pedido: QUE A DANÇA SEJA CONDUZIDA ATÉ O FINAL.  Finalmente um cenário, Um príncipe (que pode ser o dinheiro, a ascensão social, o carro dos sonhos, a família ideal), um sonho ( que lhe leva a fazer loucuras a fim de achar seu príncipe já citado), a margem do coitadinho (afinal uma madrasta malvada não o deixava sonhar). E Por fim o baile tão esperado, você chega com cara de : SUBI NA VIDA. Uma mera aparência, pois no fundo você sabe tudo o que passou pra chegar naquela data. E o pior, não se humilha ao simples fato de que aquilo lhe fez crescer mentalmente. HÁ, naqueles segundos em que tudo pára, a música soa conforme as batidas do seu coração, a pessoa mais bonita da festa lhe olha, e os aplausos incessantes lhe mostram a sua “popularidade” . A Mesquinharia da inveja exala o seu cheiro, e você lá… O TOP!

Mas ao chegar meia noite, você se depara com a realidade. O SONHO ACABOU Cinderella! Volta pra casa, pois sua carruagem está se transformando abóbora novamente. E ao sair apressadamente, seus sapatos, que simbolizavam sua importância àquele corpo de baile ficam presos a uma calçada. E Por um mero acaso, seu outro sapato se transforma em chinelos, seu belo traje social num saco de algodão cru. E o pedaço que ficara na calçada? Porque não perdera o encanto?

O simples ressoar de sua imaginação ressalta a possibilidade de que aquele conto de fadas virá se realizar novamente. Enquanto isso, a margem de erro dos pensamentos humanos se reduz ao sonho de 12 badaladas. A síndrome Cinderella de nossos dias representa muito mais do que ser bem aceito por todos. Mas é uma síndrome que nos faz chorar e nos menosprezar-mos até que uma bela fada madrinha (um cartão de créditos, um carnê novo numa loja (roupas, móveis e afins), ou talvez uma nova chance no amor) aparece nos dizendo que aquilo não pode continuar assim, que nascemos pra brilhar, pra aparecer, e custe o que custar devemos lutar por nossos ideais.

Mas será que é assim mesmo? Se eu passar por cima de meus colegas só porque quero ser mais do que eles, ou talvez inventar uma mentirinha por um lado a fim de crescer na empresa eu serei realmente bem aceito? Talvez por uma sociedade que só visa o bem estar próprio, e que PERDEU O VERDADEIRO E REAL SENTIDO DO AMOR.  Vale ressaltar que amar é querer o BEM MAIOR AO PRÓXIMO. Um sorriso, um abraço, um telefonema, um recado no site de relacionamentos. Isso vale mais do que qualquer fantasia que só dura um determinado tempo. A MAGIA DE AMAR, ultrapassa qualquer explicação da ciência, psicologia e tecnologia. Ninguém é capaz de entender o quanto somos capazes de nos padecermos de um fato ao ponto de cedermos nosso maior conforto pra esse fim.

Mas não vemos isso acontecer. Será que a mídia só pretende realçar a vergonha de grandes metrópoles, e não valoriza a pequena doação de sangue que um desconhecido fez nesse dia? Será que os livros tendem cada vez mais a explorar uma vida cheia de satisfações temporárias? E o emprego atrair as pessoas pelo seu belo salário e qualificação das pessoas certas ?

Nos cabe a decisão de viver conforme as badaladas, ou conforme o AMOR que há muitos nem resta nada.

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