. Algo belo .

Something Beautiful  ♫

É Preciosa a circulação de nosso sangue, nos dizendo que estamos felizes com aquela vista. Com aquele momento, com aquela canção.

Ter, viver e acreditar em algo belo não é dizer somente sobre seus medos, para valorizar seu ego. É acreditar em algo que nossos olhos não podem alcançar, nossa imaginação não pode sequer chegar próximo da sensação de alegria. O Belo ao mundo representa estética, medidas, formas. O Padrão de beleza prega uma cor para determinada estação, e todos os consumidos aflitos em seus cartões de crédito corremos ao shopping mais próximo. As bandas citam qual estilo você deve curtir, os grandes centros gritam sua diferença ao redor do que é comum. Por que sermos robôs monopolizados a agir como todos agem? Porque se surgem duas ou três pessoas diferentes ao nosso meio já as classificamos como “feias”?

Cheguei onde eu queria. Afinal, tenho um sério problema com minha estética. Não me acho nem um pouco bela. Não me sinto confortável em roupas tachadas numa empresa de grande porte. Não suporto que gastem fortunas como meus luxos, mas prefiro lutar e trabalhar pra tê-los em minhas mãos. Orgulho? Não, porque se fosse eu estaria me sentindo a mais poderosa de todas só porque consegui uma nota maior que a sua no colégio, ou uma roupa que você sempre sonhou em ter. Eu me tranquilizo quando consigo me sentir um pouco mais estável em minha baixa estima. É difícil passar um dia todo sem chorar, ou sem me olhar no espelho e dizer: eu me sinto um lixo.Tudo culpa de uma sociedade que não consegue aceitar as minhas diferenças.

Não sei quando comecei a ter esse sentimento, só sei que quero me libertar dele. E achei uma música enquanto procurava versões de bateria de um grupo que eu gosto. O Nome? Something beautiful *-* E essa música por um instante entrou em meus ouvidos e começou a me dizer, VOCÊ É VALIOSA. E Vi ao meu redor, uns fragmentos de um grande amor que me cercava.

Nos acostumamos a entrar em “ondas” da moda, do trabalho, do colégio, da vida. E quando queremos sair, vemos que já estamos no meio daquela bola de neve gigante que não vai parar até um obstáculo próximo a partir ao meio. E quando saímos tentamos não sair tanto das tendências. Vejo como uma possibilidade nula de RADICALIZARMOS TOTALMENTE. No colégio mesmo, passaram-nos um livro para lermos a fim de realizarmos uma prova. O livro começava com besteiras, corrupções, além da pornografia, que parece que faz parte do cotidiano de todo o brasileiro. Ao finalizar da prova, havia uma questão que nos perguntava o que achamos do livro. É claro que o restante esperto “ou não” da turma havia elogiado a obra, afinal ganhariam mais pontos por isso. Fui sincera. Pois acho que apesar de ser bem realista aquele tipo de literatura, se eu me abstenho de palavras de baixo calão, e tenho uma idade inferior recomendada pra qualquer tipo de perversidade discordo plenamente de ter uma leitura dessas. O meu resultado, pro que eu considerava belo foi de uma BELA recuperação.

Sim, claro. Sou moralista? Não, apenas eu não vi o belo aos olhos dos outros. Acho que aprendi minha lição, de talvez me abster de meus comentários. Da minha liberdade de expressão.

E Afinal, o que seria belo a mim?  Ver uma plantação de uvas, um entardecer, uma lua cheia alaranjada, uma bateria nova, um casal de mãos dadas, uma pessoa ajudando a outra a levar as compras…

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